Carmim de Cochonilha

Extrato de cochonilha

Para falar do Carmim de Cochonilha primeiro tem que falar da Cochonilha. A Cochonilha (Dactylopius coccus) é um inseto hemíptero parasito das plantas pertencente à família Dactylopidae, que se desenvolve no racemo da tuna. É usada principalmente para a extração do corante composto por duas sustâncias conhecidas como o carmim e o ácido carmínico.

Tem sua origem no Peru e no México. Porém, atualmente o Peru é o principal produtor de cochonilha a nível mundial.

A cochonilha peruana tem um alto valor no mercado internacional e sua demanda aumenta cada vez mais devido a que o emprego de corantes sintéticos derivados do petróleo e do carvão mineral é questionado por seus efeitos tóxicos. Os corantes sintéticos da cor vermelha, que são utilizados para dar cor aos alimentos, vêm sendo substituídos pelo pigmento vermelho da cochonilha.

O pigmento vermelho da cochonilha nas épocas pré–colombianas foi utilizado pelos antigos peruanos para tingir de vermelho intenso a lã e o algodão. A cochonilha vive acima do racemo da tuna Opuntia ficus, que lhe proporciona a agua e os alimentos necessários. A tuna cresce em forma silvestre nos vales interandinos do Peru.

O CARMIM DE COCHONILHA

O carmim é um dos corantes mais antigos, que é obtido do ácido carmínico produzido pelas cochonilhas. É utilizada como pigmento ou como corante. Quando é empregado como pigmento (líquido) seu método de coloração é por dissolução e nela a força da coloração é diretamente proporcional a sua pureza. Quando é usado como corante (sólido) seu método de coloração é por dispersão (distribuição da cor ao longo de todo o material a ser colocado) e nela a força da coloração não é proporcional a sua pureza.

Este corante é utilizado como aditivo em alimentos, medicamentos e cosméticos. Está classificado pela FD&C da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos e está incluído na lista de aditivos da Comunidade Económica Europeia (atual União Europeia) nos parâmetros de toxicidade permitida – Ingestão diária aceitável IDA-.

Dentro dos corantes naturais, é provavelmente o corante com melhores características tecnológicas. Confere uma cor vermelha muito agradável aos alimentos, e é usado em conservas de vegetais e geleias, sorvetes, produtos de carne e lácteos, como o iogurte, queixo fresco e bebidas, alcoólicas e não alcoólicas.

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